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M&M Especial

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Software aponta público-alvo
Ferramenta aponta quais e quantos ônibus são necessários à campanha.

Facilitar e otimizar a programação da Publicidade em ônibus são as finalidades básicas do software Bus Manager, que está sendo lançado pela empresa Lamarca 3. Segundo Rogério Lamarcar, sócio da empresa, fundamentalmente o Bus Manager permite saber exatamente quantos carros são necessários para atingir determinado público-alvo. O produto,na verdade, não serve somente à Lamarca 3 , pois trabalha com todas as linhas de ônibus de São Paulo – único mercado para o qual está disponível no momento. Mas a empresa não deverá ao menos por enquanto, comercializar o BusManager. “ Com ele prestaremos a nossos a nossos clientes, sem nenhum custo adicional, um trabalho de consultoria”, diz Lamarca.

O BusManager tem três etapas básicas de programação: seleção dos logradouros que se deseja atingir,programação das linhas e adaptação à Disponibilidade de espaços nas exibidoras. Os logradouros podem ser selecionados a partir de diversos filtros, desde o principal de consumo das respectivas regiões ate o volume de tráfego. Também é possível trabalhar núcleos de interesse como shoppings e hipermercados.

Realizada a seleção, o software apresenta a melhor programação possível.

Após essa primeira programação, o cliente deve contatar as exibidoras controladoras daquelas linhas para verificar a disponibilidade de espaços.  Tais dados são posteriormente colocados no software, que apresenta então a cobertura e a frequência atingidas. É possível, ainda, realizar simulações. De acordo com Lamarca, alem das informações técnicas há um considerável ganho de tempo. “ Em poucos segundos é possível realizar simulações e tirar conclusões que levariam horas, e antes só eram possíveis através de pesquisas em guias e muita força de vontade”, garante. O produto foi desenvolvido pela própria Lamarca 3 e entre as fontes que alimentaram com informações aparecem IBGE, SPTrans (empresa controladora do transporte coletivo de São Paulo), estudo Brasil em Foco(do Instituto Target), e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

O BusManager insere-se em um processo mais amplo vivido pelo setor da publicidade em ônibus, de busca pela disponibilidade de uma quantidade maior de informações e de instrumentos que permitam maior eficácia no trabalho com esse meio. Antonio Carlos Aquino de Oliveira, presidente da Associação Nacional de empresas de Publicidade em Ônibus (Anepo) e da Empresa Baiana Mural, afirma estar mantendo conversações com entidades como ABA e Abap, a fim de formatar um modelo e estudo nacional para avaliação de eficácia da publicidade em ônibus. “Precisamos trabalhar com dados mais técnicos, o mercado exige isso”, afirma Oliveira.

Ele pretende ter  uma posição mais concreta sobre o estudo da Anepo na próxima assembleia da entidade, prevista para este mês de setembro. Ali também deverá ser aprofundada a discussão sobre a estruturação de um sistema unificado e nacional de checking para o setor, e definidos os últimos detalhes para o lançamento do site de Anepo, que conterá informações como as empresas atuantes em cada mercado e as respectivas quantidades de ônibus. Oliveira prevê que esse site será lançado ainda este ano.

Atualmente, segundo o presidente da Anepo, a grande maioria das empresas de publicidade em ônibus oferece ao mercado apenas algumas informações básicas, como as quantidades de veículos e os itinerários. “ Já há, porém empresas enriquecendo essas informações com dados sobre o publico dos locais por onde passam os ônibus”, acrescenta.

Oliveira crê que todo o mercado da mídia exterior – e não apenas a publicidade em ônibus seria fortalecido com a realização de pesquisas envolvendo seus vários segmentos. Esses estudos poderiam ser viabilizados por uma entidade nacional que englobasse as várias áreas da mídia exterior. E, segundo o presidente da Anepo, essa entidade começa a tornar-se viável, e poderá ser estruturada como uma federação de vários Sepex (sindicatos estaduais de publicidade exterior). Atualmente, há Sepex regulamentados em quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia. “Estamos em conversação bastante adiantada para a estruturação dos capítulos do Rio Grande do Sul e de Brasília. Com cinco Sepex poderemos partir para a formação de uma federação Nacional”, complementa Oliveira.