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Bússola para todos

O que dá mais retorno: fincar a bandeira da sua empresa em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ou em Feira de Santana, na Bahia? Como comparar Uberlândia, em Minas Gerais, com Sorocaba, em São Paulo?

Ate alguns anos atrás, você teria que comprar a resposta para estas questões de uma consultoria. O serviço, personalizado, custaria os olhos da cara. E você teria que pagar: Ou, então, decidir onde investir com base na pura intuição – o que poderia sair ainda mais caro.

Hoje dissemina-se no mercado uma ferramenta mais acessível para que marqueteiros e planejadores possam diminuir suas margens de erro sem levar o pessoal do financeiro à loucura: os índices de potencial de consumo. Trata-se de pesquisas padronizadas, que custam muito menos do que os serviços sob medida de uma consultoria. Resultado: empresas que não podiam bancar sozinhas um estudo de mercado agora também tem acesso a bússolas para guiar seus investimentos.

Veja o caso do paulistano Rogério Lamarca, 37 anos, dono da Lamarca 3, uma pequena empresa que vende espaço de publicidade nos ônibus da capital paulista. Seu trabalho é definir em qual linha de ônibus cada anuncio deve estar. Ate 1996, Lamarca usava o bom senso e confiava no seu conhecimento de mercado. Ate que, para reduzir o risco de suas decisões, assinou um índice de potencial de consumo. Lamarca paga 500 reais por ano e tem banco de dados atualizado anualmente via Internet. Compra apenas informações sobre a região  metropolitana de São Paulo – e o índice esquadrinha para ele o perfil de consumo de cada bairro da cidade.

Mas os estudos da Target, empresa que fornece informações para Lamarca, cobrem todos os 5507 municípios brasileiros e 21 categorias de negócios, desde materiais de construção ate alimentação fora do domicilio. Como a Target, outras consultorias viram um filão na Madia, consultoria de marketing baseada em São Paulo, por exemplo, oferece um relatório com o potencial dos 100 maiores mercados brasileiros para bens de consumo. “Queremos dar o caminho das pedras para nossos clientes”, diz Cecília Telles, da Madia.

O índice Alpha, um dos mais antigos do mercado, atualiza o banco de dados a cada dois anos. Considera nove categorias de negócios e também cobre todos os municípios do país. Outro índice é o Geomercado, um dos mais recentes do mercado. É produzido pela Microdados e pela Associação Comercial de São Paulo. São 51 categorias de produtos, em 5000 municípios brasileiros.

“É bom lembrar que esses índices trazem dados crus”, diz Mauricio Colonno, diretor de projetos da Simonsen Associados, talvez a consultoria com o maior banco de dados sobre o consumo no Brasil. “É uma informação estática, que precisa ser trabalhada”.

É verdade. Mas navegar é preciso. E os índices de potencial de consumo, mesmo não sendo radares de última geração, podem ajudar pequenas e medias empresas a se mover com mais precisão no mercado.

Cristiane Mano.